Post intimista I
Hoje está-me apetecer escrever sobre isto. Tive um desastre de avíão há alguns anos atrás. Uma sensação indiscritível. Toda a gente me diz, vês agora tás à vontade para viajar de avião qual é a probabilidade de te voltar a acontecer o mesmo? ou ainda: viste já tens uma história original para contar aos netos.... O que eu preferia era não ser a exepção da probabilidade nem servir de entertainer com histórias mirabulantes.
Foi durante a aterragem era um vôo que vinha de Bangkok para Hong Kong, era a altura das monções e estava a passar um furacão por Hong Kong, as estradas estavam cortadas, os ventos eram muito fortes e os aviões estavam a ser desviados para a formosa. O piloto resolveu arriscar a aterragem era uma questão de sorte, a torre de controlo deixou ao seu critério.
Não era o dia dele. Nem o nosso. Eu viajava com a minha mãe. o contacto com o solo correu normalmente, o resto dos passageiros bateu palmas e de repente sentimos uma aceleração brutal, eu tive mesmo a sensação que iria ser esmagada contra o banco da frente, tal era a velocidade que me empurrava o corpo para a frente. De repente não me apercebi do que estava a acontecer, movimentos muito bruscos, foi tudo muito rápido. Um silêncio ensurdecedor, há um grito que nunca hei-de esquecer da rapariga que viajava ao meu lado, gritava e chamava mãe. No meio do silêncio este grito.
1 Comments:
É fodido. Tirando isso és uma menina cheia de coragem e é óbvio que os outros gostam de ti não por não dizeres NÃO mas porque és tu... ao teu encontro
Trata-te bem corajosa, foi doloroso ler estes posts intimistas
Curioso como te esqueces de como és forte
beijos
M.
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